A redução de queixas crime por violência doméstica não é sinónimo duma diminuição deste tipo de crime. Bem pelo contrário, poderemos estar perante um aumento da prática deste crime, até pelas circunstâncias em que vivemos, porque aqueles que têm menos respeito pela vida humana poderão descarregar o seu stress, em consequência do isolamento, num dos elementos do seu agregado familiar, normalmente o mais frágil.
Atravessamos um período em que as vítimas, confinadas ao espaço de um apartamento e sem terem possibilidade de sair de casa e com o telemóvel controlado, viram reduzidas as possibilidades de pedirem ajuda e de efetuarem a respetiva participação.
Deixamos aqui um veemente apelo a todos quantos vivem em condomínio para estarem atentos a qualquer sinal que leve a concluir que alguém é vítima de violência doméstica. Nesse caso deve contactar imediatamente a autoridade policial, com direito a manter o anonimato, ou entrar em contacto com a APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima).
Não se esqueçam que todos podemos ser vítimas de violência doméstica, porque é um tipo de crime que atravessa todas os grupos sociais.
Hoje, mais que nunca, sabemos o que é ser solidário. Sejamos também solidários com as vítimas de violência doméstica, denunciando o agressor!
Às vítimas que, porventura, leiam este post, sugerimos que utilizem a comunicação por sinais dados a um vizinho, seja por gestos, palavras ou escrevendo um pedido de ajuda que pode utilizar de acordo com a menor pressão de vigilância do agressor. Não admitam maus tratos, sejam eles físicos, emocionais, sexuais, sociais ou outros. Todos merecem a felicidade!